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12:40 Domingo, 22 de Novembro 09
Entrevista a Vasco Pulido Valente

“Sócrates é superficial como Cavaco”

António José Teixeira  
17/08/07 01:05


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O colunista diz que Sócrates ‘não tem dois milímetros de profundidade’, que o Governo é autoritário e faz saneamento político.

As pessoas não estão habituadas à crítica, diz Vasco Pulido Valente, talvez o colunista mais mordaz da vida portuguesa. Em vez de críticas esperam elogios, tantos mais quanto mais alto subiram. O historiador chama «shallow» a José Sócrates, que considera tão superficial como Cavaco Silva. Revolta-se contra a imprevisibilidade dos governos e a incapacidade de definir o que o Estado deve fazer. Mas nem por isso se assume pessimista… Em Novembro, vai editar «Ir para o Maneta», revisitação das invasões francesas 200 anos após Junot ter entrado em Lisboa. Uma conversa à mesa do Gambrinus num dia de Verão.

O que é uma opinião construtiva?
Nunca penso nos efeitos que vão ter as minhas colunas. Penso se gosto delas, ou não. Muitas vezes sucede não gostar de uma coluna e muita gente gostar, e vice-versa. Procuro fazer uma coluna que ache boa. Nunca me preocupei com mais nada.  
Para uma coluna ser boa tem de correr riscos, não se preocupar em falhar, agradar…

Nunca tive esse problema. Nunca quis «agradar». A minha opinião raramente coincide com a opinião do público. Isso significa que não se deixa contagiar pela corrente?
Significa que não sei fazer de outra maneira. Não sou capaz de imaginar o que é que o leitor quer que eu escreva.

A opinião em Portugal é relevante?
É muito importante.

Porquê?
Porque a opinião «materializa» em palavras o que as pessoas sentem. A opinião consegue determinar e organizar os sentimentos vagos das pessoas.

O que é que vale a pena ler e ouvir em Portugal?
Leio tudo. Levanto-me cedo e gosto de ler os jornais. Um dos grandes prazeres da minha vida é o pequeno-almoço. Beber chá e ler os jornais. Tudo é significativo, o que gosto e o que não gosto, o que é inteligente e o que não é. O mais útil é o que põe problemas, que levanta questões. Não é o que deixa «cair» a sabedoria sobre o leitor.

Há nomes de referência?
Não vou dizer. O que me interessa nas colunas são os problemas que põem, se vale a pena discuti-las, «acrescentam» alguma coisa. Interessam menos os nomes. Pode ser um artigo do José Manuel Fernandes ou da Constança Cunha e Sá, do Pacheco Pereira ou do Miguel Sousa Tavares. Mesmo artigos ou entrevistas sobre economia: do João Salgueiro, do Vítor Bento ou do Francisco Sarsfield Cabral. Disse estes nomes e podia dizer mais dez.

O país reflecte-se no espelho diário da comunicação social? Ou há surpresas? Há um país que não passa, que nos surpreende?
A imprensa portuguesa, de uma maneira geral, dá uma imagem relativamente fiel do país. Mas não a comenta, nem tira as conclusões que deve. Frequentemente, alguma imprensa faz serviços ao poder político, tentando desviar a atenção de certas coisas. Isso preocupa-me.

A opinião pública tem peso?
O que pensam as pessoas na rua depende, em parte, dos jornais. Cada vez menos, como se sabe. Depende também da televisão, mas aí o debate foi suprimido.

Há quem diga que a sua marca de água enquanto colunista é dizer mal. É incapaz de dizer bem?
Sou agora incapaz de dizer bem!

Mas tem a consciência de que boa parte das suas colunas são muito reprovadoras…
São.

Sente algum estímulo para dizer bem?
Sinto. E muitas vezes escrevo.

Que feed-back tem das suas colunas?
Tenho pouco. Recebo cartas; mails não porque quero manter a privacidade. O contacto dos leitores com o colunista é mau para o colunista. Começa inconscientemente a ser influenciado pelos leitores.

Há que manter a distância…
Não só em relação aos leitores, mas a todos os poderes políticos e sociais. Muitos políticos de quem era amigo zangaram-se quando descobriram que não fazia um «desconto». Houve outros que não, nomeadamente Mário Soares e Marques Mendes. Há muita gente que deixou de me falar, que se afastou… Não perceberam. O primeiro foi Balsemão. Não perceberam que o que escrevia sobre eles enquanto políticos não tinha nada a ver com eles enquanto pessoas.

Não há poder de encaixe para as críticas?
As pessoas não estão habituadas à crítica. Esperam elogios: e tantos mais quanto mais alta é a sua vaidade e mais alto subiram. A intolerância à crítica cresce com a importância a que as pessoas se dão ou têm realmente. Não percebem que a função de um crítico é criticar. Se me disserem que escrevi um livro péssimo, isso não é um juízo sobre mim, mas sobre o livro.

Não é fácil fazer a separação. Ao dizer-se que escreveu um livro mau, isso não é difícil de aceitar, sobretudo se nos parecer injusto?
A mim não. Fiz o que podia, mas se calhar não chegou.

Uma vez li a seu respeito, julgo que da parte de um seu admirador, que o que Vasco Pulido Valente tem de imensamente positivo é não ter pinga de marxismo no seu intelecto; o que tem de negativo é que não é evidente que goste de ser português. É verdade?
Fui poupado por razões de educação, de história e de acaso aos grandes sistemas de fé da minha geração. Fui criado como ateu e nunca tive a experiência de perder a fé porque nunca tive fé. Nasci numa família revolucionária, que deixou de ser revolucionária antes de eu chegar à idade adulta. Não tive fé na revolução e também não perdi a fé na revolução. Não passei pela experiência de quase todos os meus contemporâneos, que perderam a fé em deus e na revolução. Fui sempre uma pessoa sem fé. Não tenho pinga de marxismo nem de catolicismo. As duas coisas estão ligadas. Muita gente começou pelo catolicismo e mudou para o marxismo e vice-versa. Sou um ateu. Agnóstico é uma palavra que hoje não quer dizer nada.

E sobre o gostar, ou não, de ser português?
Isso é ridículo. É claro que gosto de ser português. Se não gostasse, ao fim de tantos anos, tinha arranjado maneira de me ir embora. Gosto de viver em Portugal. Sou português até ao tutano. Caso contrário não teria a menor paciência para escrever sobre Portugal. Como passei a minha vida a fazer, principalmente como historiador.

José Saramago diz que, mais tarde ou mais cedo, Portugal se integrará na Ibéria…
Não me admira nada. Deve o prémio Nobel à Espanha. Não me impressiona que Portugal possa fazer parte de uma outra Ibéria daqui a uns anos. O problema é que os espanhóis não nos querem. A questão é ao contrário. Nós até poderemos querer, mas a Espanha não quer. Já fiz a experiência de dizer provocatoriamente a espanhóis que sou iberista. Eles riem-se e dizem que nós só gostamos do dinheiro deles. A Espanha não tem razão nenhuma para absorver Portugal. São coisas da insensatez política de José Saramago.

Politicamente como é que se define? O facto se não ter fé não significa que não tenha convicções.
Uma convicção não é uma etiqueta. O meu objectivo é conjugar o máximo de liberdade com o igualitarismo indispensável. Não sou um liberal ortodoxo. O ideal é criar um máximo de liberdade sem prescindir de certas funções sociais do Estado, nomeadamente a saúde e a segurança social. Não sou partidário do Estado Providência, que se intromete em tudo e domina tudo. Nem de um Estado liberal que não garanta o suporte social que as pessoas precisam na saúde e na segurança social. A saúde tornou-se tão cara e sofisticada que não pode ser deixada às seguradoras ou à poupança do cidadão comum, o mesmo se diga da segurança social. Uma sociedade civilizada não pode deixar morrer alguém que não tem dinheiro para fazer uma operação. Os velhos não podem ser abandonados.

Que avaliação faz da marcha do Governo de José Sócrates?
Marcha bem e marcha mal. Sócrates é um bombeiro. Foi chamado numa altura em que a casa estava a arder. Deitou água na casa. As reformas na saúde e na segurança social não são reformas. São operações de damage control para a sobrevivência do sistema, mas por detrás não há uma visão política. Ou seja, voltamos à velha questão: o que é que o Estado deve fazer e o que é que não deve fazer? Ele não tem a menor ideia. E como não tem uma ideia, não tem uma direcção. A fé no Estado providência ou o «modelo social europeu» vem da incapacidade de definir o que o Estado deve fazer. Talvez leve ainda dez, vinte anos, até se perceber o que é indispensável que o Estado faça. Nesta altura, há duas posições: uma que diz que o Estado não deve fazer nada ou quase nada e outra que quer salvar o Estado como está. Não concordo com uma coisa nem outra.

O Governo deve ser mais pequeno?
Deve. Não precisamos de uma série de ministérios: da economia e da agricultura, por exemplo.

Uma das críticas recorrentes é a de que os empresários estiveram sempre demasiado encostados aos governos. De uma vez por todas, devemos largar a economia às empresas?
Muitos ministros da economia e das finanças intervieram na economia. O que acontece é que as empresas que sabem organizar-se sobrevivem e as outras não, são sorvedouros de dinheiro público. O Estado só deve fornecer o «ambiente»: infra-estruturas, contas públicas equilibradas, uma fiscalidade razoável, leis laborais menos rígidas, justiça, pouca burocracia e por aí fora. O trivial.

E quanto às pequenas e médias empresas, as que produzem mais emprego? Sempre dizemos que são muito frágeis, que os empresários nem sempre têm capacidade para aguentarem os seus negócios…
O grande problema das pequenas e médias empresas é a imprevisibilidade. Nunca se sabe quando aparece um irresponsável que «arranja» um défice de 4% e depois foge para não sei onde… As pessoas têm medo. É preciso criar em Portugal uma tradição de previsibilidade do Estado.

José Sócrates não é previsível?
Ainda não. E a previsibilidade não depende de um único governo.

Isso não decorre de vivermos numa economia global?
Com certeza que não. Se estivéssemos a pagar os mesmos impostos com a mesma eficiência há 30 anos, se tivéssemos o défice do Estado controlado há 30 anos, havia confiança.

O que é que o irrita em José Sócrates?
He is shallow. Não há palavra em português. Não tem um  fundo cultural político, uma visão histórica do país, um pensamento organizado sobre a sociedade portuguesa. É shallow. Não tem dois milímetros de profundidade.

Não é arrogância da sua parte?
Espero que não. Há muita gente que não é shallow na política portuguesa. António Costa é menos shallow do que José Sócrates… Sócrates é superficial como Cavaco. Não percebem o país, não percebem os problemas do regime…

É por isso que chegaram onde chegaram? É por serem máximos denominadores comuns?
Talvez sim.

Tem-se falado de ‘claustrofobia democrática’ e de alguns sinais de autoritarismo da administração pública. Há perigo totalitário?
Perigo totalitário, nenhum. Autoritarismo há. Há uma tentativa de controlar a imprensa e a televisão. E o funcionalismo.

Há algum paralelo com o alerta de Mário Soares, quando era Presidente, para o perigo de uma ‘ditadura da maioria’, referindo-se ao PSD?
O que Mário Soares queria dizer, na altura, era que o PSD fazia o que queria e não respeitava as minorias. Hoje, o perigo é de um autoritarismo que autoriza saneamentos políticos. Depois do 25 de Abril, quando os ministros chegavam aos seus gabinetes recebiam uma pilha de denúncias. Denúncias contra antigos apoiantes do Estado Novo, contra os elementos da reacção que atrasavam o PREC, contra os comunistas saneadores, contra o PS que ocupava o aparelho do Estado, contra o PSD… Durante dez anos, quem primeiro aparecia a um ministro ou secretário de Estado era o delegado do partido no Ministério. Aconteceu isso comigo. Ninguém levava a sério essas denúncias e muito menos as considerava em qualquer decisão. Agora, há uns senhores que tiram fotografias a cartazes e as levam à «autoridade»; e há processos disciplinares…

Mas há, ou não, limites?
Há. O do cumprimento das ordens.

Este é um problema dos governos?
Se alguém tivesse tentado fazer o que a ministra da Educação e o ministro da Saúde fizeram, sei que os primeiros-ministros que conheci não consentiam. Estou a falar de Mário Soares, Sá Carneiro, Balsemão… Não toleravam com certeza esse género de coisas.

Os portugueses valorizam suficientemente a liberdade?
Claro que não. Caso contrário, não seria pensável denunciar pessoas. Isto vem de muito longe. Nunca fomos uma sociedade liberal e o funcionalismo público nunca foi neutro.

Como interpreta a crescente abstenção dos portugueses nos actos eleitorais?
Independentemente da abstenção, as últimas presidenciais e as eleições na Câmara de Lisboa mostram o descrédito dos partidos. Os eleitores identificam-se pouco com os partidos. Não votam em quem o partido manda. Identificam-se mais com indivíduos do que com partidos. A crise de representação é óbvia. A maioria absoluta de Sócrates foi uma maioria de pânico. O país não queria Santana Lopes…

Votou na eleição de Lisboa?
Não votei. Fui um dos abstencionistas. Se votasse em alguém seria em António Costa. Não votei nele porque não se diferenciou suficientemente da política governamental, sobretudo da política autoritária de Sócrates. Realisticamente era a única pessoa que oferecia alguma confiança.

Que fazer da democracia representativa?
Não sou apocalíptico. O mundo está para acabar desde que começou! As democracias têm fases melhores e piores. E nós temos 30 anos de democracia. Não estou pessimista.

E o papel da imprensa?
Não há hoje em Portugal um grande jornal de referência, como foi o Diário de Notícias. Não há um jornal que determine a opinião e influencie o governo. O único que há é o Público e não é muito forte. E talvez o Diário Económico… Devia haver grandes jornais de referência. A televisão não tem a possibilidade analítica da imprensa. Fazem muita falta contra-poderes na sociedade, contributos de racionalidade, limites ao oportunismo dos governos. A polémica sobre a OTA, por exemplo, foi saudável, apesar de não ter sido muito clara.


“Para a Constança e para mim, Roma é ‘a’ cidade”

Porque foge das multidões, prefere o DVD ao cinema. Os livros são a sua paixão. E só escreveria memórias se toda a gente sobre quem falasse já tivesse morrido.

Goza férias?
Tento…

O que são férias para si? Quebrar a rotina? Ter outro tipo de actividade? Ir para a praia? Viajar?
Gosto de viajar, mas viajar não me descansa. Tento descansar metade do tempo e viajar a outra metade. Estou velho.

As férias da sua vida já foram ou estão para vir?
As melhores férias são em Roma. Para a Constança [Cunha e Sá] e para mim, Roma é a cidade. Infelizmente, fumamos e a Itália proibiu o tabaco. Estamos a pensar em deixar de fumar.

Que anda a ler?
The Fall of Mussolini, de Philip Morgan. Não é um livro bom. A investigação não é má, mas o homem é pouco perspicaz.

E a escrever?
Não tenho idade para começar um livro novo. Uma investigação histórica demora anos e, embora não pareça, exige uma certa resistência física. Estou agora a tentar republicar o que escrevi de melhor. Investigo e corrijo algumas lacunas; e alguns erros. Já saiu um livro – A Revolução Liberal – com um prefácio novo. Vai sair, no dia 7 de Novembro, outro sobre as invasões francesas. 7 de Novembro é o dia em que há 200 anos Junot entrou em Lisboa. As invasões francesas são, para mim, a principal ruptura da nossa História moderna. O título é Ir para o Maneta. O «Maneta» era um general de Junot, o general Loison, que não tinha um braço. Fez uma campanha punitiva como reacção ao levantamento popular de 1808 e matou milhares de pessoas nas Beiras e no Alentejo. «Ir para o maneta» significava, e significa, morrer. No próximo ano vou reunir todos os meus ensaios históricos e políticos que estão dispersos. Serão muito emendados porque sei agora o que lá falta e o que está a mais. É a minha visão de Portugal e chamar-se-á Portugal. Em 2010, no centenário da República, vou reeditar O poder e o Povo.

Vai escrever as suas memórias?
Só escreveria memórias se toda a gente sobre quem falasse já tivesse morrido…

Porquê?
Para não correr o risco de ofender ninguém.

Sei que gosta de cinema, qual foi o último filme que viu?
Vejo filmes em DVD. Angustia-me ir às salas de cinema. Sinto-me mal no meio de multidões. O último filme que vi foi o Triunfo da Vontade, de Leni Riefensthal. Estou a preparar um curso sobre a Europa de antes da I Guerra até ao início da II Guerra e li um livro sobre Hitler. Tive uma dúvida sobre se em 1934 era absolutamente claro que Hitler queria a guerra. Vi o filme e fiquei de boca aberta: só um acéfalo é que não percebia. Aquilo era uma declaração de guerra. Ao mundo!

Quais são os seus grandes prazeres?
O maior prazer é ler. É a possibilidade de ao fim de três páginas estar em Roma ou nos problemas da Madame Bovary… É uma forma de sair do mundo.

Auto-retrato:
Auto-retrato? Está a pensar na frase do Sinatra: «Frank Sinatra, barítono.» Digo o mesmo: Vasco Pulido Valente, historiador e jornalista. Gostava que fosse tão boa como a do Sinatra, mas não é! Eu infelizmente também não sou o Sinatra.

Perfil
Tem 66 anos. O seu avô materno foi um revolucionário do 5 de Outubro e membro do Partido Democrático de Afonso Costa. Era jacobino e ateu. Os filhos também e os netos não escaparam. Só que os pais de Vasco Correia Guedes – o seu verdadeiro nome, mas que o próprio trata por pseudónimo – deixaram de ser revolucionários antes do filho se tornar adulto. Nem teve fé na revolução nem a perdeu. Vasco orgulha-se de ter sido sempre um homem sem fé. O que não quer dizer que não tenha convicções. Mais social-democrata, oscilou entre a direita e a esquerda, entre Sá Carneiro e Mário Soares. Na síntese de hoje, procura conjugar «um máximo de liberdade com o igualitarismo indispensável». É talvez o mais lido e temido colunista português. Tem uma escrita assertiva, tantas vezes cortante. Foi jornalista em O Independente e secretário de Estado da Cultura de Sá Carneiro. Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa e doutorou-se em História pela Universidade de Oxford. É investigador-coordenador do Instituto de Ciências Sociais e autor de vários ensaios «O Poder e o Povo», «Os Devoristas», «Os Militares e a Política», «Glória», «Um Herói Português – Henrique Paiva Couceiro»… Vasco Pulido Valente gosta de dizer  que a vida é como um funil que se vai estreitando de possibilidades. Por enquanto, não lhe faltam verbo e lucidez, mesmo que as suas opiniões raramente coincidam com as do público. Ou talvez por isso.  
   
 

Comentários

lidia sousa, lisboa | 16/08/09 15:50
VEJO QUE NINGUEM COMENTOU O QUE NÃO Á COMENTÁVEL. Que experiencia profissional tem esta pessoa para falar de economia, finanças etc. A não ser as chorudas quantias que lhe pagam para emitir opiniões para nos rirmos. Pela idade já deve estar reformado, com uma bruta reforma sem nunca ensinar nada de palpável aos pobres dos alunos que tenham o azar de frequentar as suas aulas, a não ser aqueles que gostem de copos, o que é bom para a industra vidraceira. Não percebo como uma pessoa vinda da classe alta não teve terapia de fala, ou então é mesmo dos copos pois não percebo metade do que ele diz quando está sentado ao lado da autodenominada ROTTWEILLER DA TVI, a balbuciar parvoices. Cada país tem o pulido que merece.


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