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Comunidade
Ministro ataca hoje apoiantes de alternativas à Ota para o novo aeroporto. Pela primeira vez, desmonta argumentos a favor da margem sul.
Mário Lino reforça hoje o contra-ataque do Governo aos defensores das localizações alternativas à Ota, arrasando as opções para o novo aeroporto de Lisboa na margem Sul do Tejo. O ministro das Obras Públicas faz questão de presidir hoje de manhã à sessão de abertura do III Congresso do Oeste, que decorrerá até amanhã em Alcobaça, fazendo uma defesa acérrima da opção Ota e desfazendo um por um os argumentos em favor da Faia.Mário Lino vai exigir perante os congressistas presentes – este evento insere-se numa série de iniciativas pró-Ota que se iniciaram esta semana e se deverá prolongar pelas próximas – que os defensores das alternativas na margem Sul do Tejo digam publicamente que qualquer hipótese de construção de um aeroporto internacional desse lado do rio teria de ficar situado no Alentejo, a 100 quilómetros de Lisboa, por razões de protecção da riqueza ambiental da região.
O ministro considera as alternativas a Sul especulativas e diz que não é sério dizer que estas soluções são mais baratas que a Ota. Construir um aeroporto na Faia ou no Poceirão seria para Mário Lino como construir uma nova cidade para servir o aeroporto, obrigando à deslocação de pessoas e de empresas de outros sítios do país e à construção de novas estradas, auto-estradas e travessias no Tejo.
O titular das Obras Públicas acentua que, isso sim, seria um projecto verdadeiramente faraónico, megalómano, além de roubar pessoas e recursos às outras regiões nacionais.
Em contraponto, Mário Lino defende as virtudes da Ota porque potenciaria ao desenvolvimento de quatro eixos regionais relevantes para o progresso de Portugal: eixo Norte, até Leiria e Coimbra, eixo Oeste, eixo da área metropolitana de Lisboa (Cascais, Sintra, Almada e Lisboa) e eixo Sudeste (Santarém, Cartaxo, Benavente, Montijo).
Estratégia regional de desen volvimento, criação do ‘hub’ transatlântico da TAP e captação de maior número de turistas – reuniões de negócios, empresas, peregrinos e golfistas – são os argumentos finais que Mário Lino vai, hoje, esgrimir contra o que apelida ser de triste espectáculo dado por Marques Mendes e pelo principal partido da oposição [PSD] na contestação à Ota.
Mário Lino continua o seu ‘roadshow’ de defesa da Ota na Faculdade de Economia de Coimbra, no seminário “Um aeroporto para o País: as vantagens da Ota”, que decorrerá na próxima segunda-feira. Encontro que se junta a uma série de outras acções a favor daquela localização, como o movimento pró-Ota de Leiria, que organizará um jantar durante este mês, ou a Associação para o Desenvolvimento do Novo Aeroporto da Ota (adnA), um agrupamento constituído ontem no Cartaxo.
Acções pró-Ota
- A adnA é constituída por 12 munícipios, quatro regiões de turismo (Oeste, Ribatejo, Templários, Leiria/Fátima), pelo movimento pró-Ota de Leiria e pela Associação Empresarial da Região de Santarém.
- O objectivo é desenvolver trabalhos que fundamentem a decisão do novo aeroporto na Ota, para qual têm já um calendário de reuniões definido.
- Desta associação fazem parte, entre outros, o empresário Henrique Neto, que também pertence ao movimento pró-Ota de Leiria, e que estará presente no seminário de segunda-feira, em Coimbra.
- Carlos Abreu e António Carneiro, respectivamente presidentes da Região de Turismo do Ribatejo e do Oeste, e Paulo Caldas, presidente da Câmara do Cartaxo são outros dos nomes que fazem parte deste organismo.
- No seminário de segunda-feira estarão presentes outras figuras ligadas ao desenvolvimento da região a Norte e a Oeste de Lisboa, como o presidente da CCDR-LVT, António Fonseca Ferreira, o presidente da Naer, Guilhermino Rodrigues, João Cravinho e Mário Lino.
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