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O debate sobre a televisão digital terrestre (TDT) tem estado centrado nas redes de distribuição.
No entanto, como sempre, as coisas são mais complexas. Para além da distribuição, o outro pilar que todos os dias reafirma o seu enorme poder são os conteúdos. De facto, a maior parte dos executivos europeus de pay TV considera que é vital um modelo de integração operacional vertical em que o operador é proprietário dos conteúdos assim como dos meios de distribuição.Mas redução das barreiras à entrada está a relativizar a importância da distribuição. E, claro, há outros factores críticos de sucesso: processos de negócio, tecnologia, branding, pricing. E, afinal, quem manda é o consumidor. Diz Andrew Barron de Viasat, operador nos países nórdicos e de Leste, que «toda a oferta tem ser organizada, e o preço deve ser correcto, de modo a exceder as expectativas dos consumidores antes e depois de se tornarem subscritores».
«O conteúdo é rei» é hoje axioma. São intangíveis difíceis de produzir com qualidade, que precisam de tempo para fabricar identidade própria e gerar massa crítica. Alguns tornam-se factores críticos. No Reino Unido, o operador por cabo Virgin Media perdeu milhares de subscritores nas últimas semanas desde que os conteúdos Sky foram retirados da sua oferta em consequência do desacordo quanto ao preço a pagar a BSkyB por esses conteúdos.
As redes de distribuição, por seu lado, permitem acesso directo, não intermediado, aos consumidores. Alguns, como Telenet (Bélgica), afirmam ser essa a sua vantagem competitiva. Canal Digital, operador multinacional da Telenor (Noruega) utiliza todos os tipos de redes para chegar aos consumidores - cabo, satélite, IPTV, TDT. Até BSkyB (Reino Unido e Irlanda), que construiu todo o seu negócio com satélites alugados, decidiu comprar um ISP para explorar as vantagens da banda larga. Agora vai expandir o «reach» da sua oferta com quatro canais pay TV em TDT.
A evolução tecnológica é outro factor crítico. Canal Digital deixará em breve de transmitir canais no actual standard digital porque resulta em má imagem de TV nos novos televisores de ecran grande. Todos os canais serão em alta definição (HDTV). Por seu lado, em Espanha, o operador IPTV Imagenio da Telefónica coloca o ênfase em preços agressivos. É um jogo sem fim à vista e não há poção mágica.
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