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O ministro da Agricultura, Jaime Silva, visita hoje à tarde a Herdade da Lameira, onde uma parte da plantação de milho transgénico foi destruída sexta-feira por activistas que contestam os organismos geneticamente modificados (OGM).
A informação foi hoje avançada à Lusa pelo director-regional de Agricultura do Algarve, Castelão Rodrigues, que acompanhará o ministro na visita, marcada para as 15h00.Cerca de cem pessoas invadiram sexta-feira a Herdade da Lameira, Silves, destruindo mais de um hectare de milho transgénico, na presença do proprietário, uma iniciativa promovida pelo recém-criado movimento ambientalista "Verde Eufémia".
O proprietário da herdade, João Menezes, que sofreu um "princípio de ataque cardíaco", vai apresentar hoje queixa no posto da GNR de Silves contra os elementos que participaram na acção.
Segundo Luís Grifo, que presenciou a acção e presta assistência técnica a culturas de cereais, o dono do campo formaliza hoje no posto de GNR de Silves a queixa contra os responsáveis pelos danos causados.
"Vamos também ver a área para avaliar com maior precisão os estragos", disse Luís Grifo, acrescentando ter compilado as notícias veiculadas pela imprensa e as fotos dos carros em que os activistas se fizeram transportar, na sua maioria com matrículas estrangeiras.
Os membros do movimento contra os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) denominado "Verde Eufémia" que participaram na acção incorrem numa pena de multa ou prisão até três anos.
O Ministério da Administração Interna (MAI) considerou domingo "inaceitável" a "destruição de bens patrimoniais alheios" e anunciou uma investigação ao caso.
"O MAI considera inaceitável qualquer acto de violência ou de destruição de bens patrimoniais alheios, que configura um ilícito
criminal", refere um comunicado do Ministério divulgado domingo a propósito do incidente.
"Tendo em conta os eventuais ilícitos criminais praticados, seguir-se-á agora uma investigação a cargo dos órgãos de polícia criminal competentes que, no inquérito, será dirigida pelo Ministério Público, nos termos do Código do Processo Penal", adiantou o comunicado.
Sábado, em declarações à Lusa, o secretário-geral do PSD considerou que o ministro da Administração Interna devia esclarecer publicamente a atitude "passiva" dos agentes da GNR perante a destruição.
Miguel Macedo criticou a "passividade" e "complacência" dos elementos da GNR que presenciaram a acção. A acção dos activistas foi vigiada por uma patrulha da GNR, que não interveio directamente nem fez detenções, mas identificou os responsáveis pela acção e como tal, reuniu os elementos necessários para a abertura de um inquérito, conforme disse sábado à Lusa fonte da GNR de Portimão.
No comunicado do MAI é reproduzido um esclarecimento da GNR, indicando que esta força "desenvolveu as medidas tendentes a repor a ordem pública, defendendo pessoas e bens com respeito pelos princípios da necessidade, adequação e proporcionalidade que regem a acção da polícia".
Segundo o MAI, "as forças de segurança têm obrigações legais e instruções precisas, do Governo e dos respectivos comandos, para reagirem a esses actos ilícitos, obedecendo aos princípios constitucionais e tendo em conta as condições operacionais de cada caso".
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