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Incentivos

Empresários de Viseu consideram melhoria dos benefícios fiscais "extremamente positiva"

Cristina Barreto  
10/09/07 16:34


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A Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV) congratulou-se hoje com o aumento dos benefícios para as empresas já instaladas ou a criar no interior do país, considerando tratar-se de "uma medida extremamente positiva, que apenas peca por tardia".

Segundo a agência Lusa, o presidente da AIRV, João Cotta, afirmou que "esta decisão revela que o Governo está atento às dificuldades dos industriais do Interior".

"Penso que esta medida, que será incluída já no orçamento do próximo ano, vai estimular o crescimento das empresas existentes, assim como incentivar a criação de outras", acrescentou o responsável.

João Cotta acredita que "com as empresas a pagar menos impostos, as verbas que seriam para este fim serão canalizadas para estimular o crescimento e criação de postos de trabalho".

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou ontem, na Guarda, o aumento dos benefícios fiscais para as empresas já instaladas ou a criar no Interior do país, de modo a assegurar uma "discriminação positiva" para que esta região possa desenvolver-se em condições de igualdade com o resto do território nacional.

Os benefícios fiscais para as actividades económicas já existentes no Interior do país passam de 5 para 10%, enquanto que no caso das novas empresas, os benefícios fiscais que neste momento são de 10% sobem para 15%.

O presidente da Câmara Municipal de Vouzela, Telmo Antunes, citado pela Lusa, considera que "apesar de positiva, esta é uma medida completamente contraditória".

"O governo vem anunciar benefícios fiscais para as empresas do Interior, mas tem retirado serviços, desde urgências, maternidades, SAP's e há até ameaças de extinção de comarcas", alegou o autarca.

Telmo Antunes sublinhou que "sem serviços, consequentemente não há pessoas e, sendo assim, não sei que peso terão estes benefícios anunciados", frisando que "é mais uma medida avulsa, sendo bem mais importante que se acelerasse a aplicação do QREN e não se continuassem a retirar serviços".

Já o presidente da Câmara de Penalva do Castelo, Leonídio Monteiro, considera que "esta é uma iniciativa de saudar, no entanto, insuficiente para estas zonas desfavorecidas".

"Vê-se que há alguma abertura por parte do Governo, no entanto, defendo um tratamento de choque. Os benefícios deveriam ser no mínimo de 25%, para tentar fazer com que as pessoas invistam", afirmou Leonídio Monteiro, tendo salientado que "esta medida do Governo vem de acordo com o que venho defendendo, daí termos decidido desagravar o IRS".

A Câmara de Penalva do Castelo, decidiu aproveitar a possibilidade dada na nova Lei das Finanças Locais para desagravar o IRS das pessoas com domicílio fiscal no concelho.

Na reunião do dia 24 de Agosto deste ano, o executivo deliberou, por unanimidade, baixar em 2,5% o IRS das pessoas de Penalva do Castelo.

O autarca de Penalva do Castelo acredita que com a medida poderá fixar no concelho "muitas pessoas que neste momento fazem vida em Penalva do Castelo mas têm domicílio fiscal noutros concelhos".
 

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