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José Manuel Viegas, o responsável pelo estudo apresentado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) considera que o actual aeroporto da Portela deve manter-se em funcionamento como um "aeroporto secundário de Lisboa", servindo para voos de curta duração e para, no máximo, cinco milhões de passageiros por ano.
Estas declarações estão presentes num documento anexo ao estudo da CIP sobre a localização do novo aeroporto, citado pela agência Lusa, e redigido por iniciativa do próprio Viegas, onde este defende que a Portela será "não para suprir faltas de capacidade do aeroporto principal, mas para permitir uma segmentação de mercado geradora de valor acrescentado".'Um conceito evolutivo e de valor acrescentado para o sistema aeroportuário da região de Lisboa', é o título do documento anexo realizado por José Manuel Viegas, que admite que a Portela dispõe da "melhor localização", mas ressalva que a sua "capacidade é insuficiente".
Desta forma, para a Portela, ficariam reservados os voos de aviões "relativamente pequenos e de baixos impactes ambientais, com níveis muito elevados de serviço e, por isso, com taxas aeroportuárias mais caras", o que se reflectiria num volume de tráfego entre os três e os cinco milhões de passageiros anuais.
O professor universitário admite que a manutenção da Portela pode ter "custos mais elevados", mas, em contrapartida, pode "proporcionar valor acrescentado para a TAP, ao poder estabelecer tarifas diferenciadas para os voos sobre um e outro aeroporto".
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