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INE (act.)

Desemprego mantém-se em 7,9% no terceiro trimestre

Mafalda Aguilar e Pedro Duarte  
16/11/07 12:01


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A taxa de desemprego em Portugal fixou-se em 7,9% no terceiro trimestre deste ano, um valor igual ao observado no trimestre anterior e superior em 0,5% ao registado no período homólogo de 2006.

Segundo as estatísticas do emprego hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a população desempregada foi estimada em 444,4 mil indivíduos, verificando-se um acréscimo de 6,5%, face ao trimestre homólogo, e um acréscimo de 0,9%, em relação ao trimestre anterior.

O número de empregados aumentou 0,3%, quando comparado com o mesmo trimestre de 2006, e 0,9%, relativamente ao trimestre anterior.

O INE nota que a população activa em Portugal aumentou 0,7% (40 000 indivíduos) face ao trimestre homólogo de 2006 e 0,9% (49,500) face ao trimestre anterior.

O documento adianta que a taxa de actividade da população em idade activa foi estimada em 62,9% no terceiro trimestre de 2007, mais 0,3 pontos percentuais face ao trimestre homólogo de 2006 e 0,5 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, com 56,6% das mulheres e 69,8% dos homens em idade activa empregados.

Em termos da população empregada, que ascendeu a 5,2 milhões de pessoas no terceiro trimestre do ano, o INE nota que esta aumentou em 0,3% (13 000 indivíduos) face ao mesmo período do ano passado e em 45 700 pessoas em relação ao trimestre anterior, o que repersenta uma progressão trimestral de 0,9%. Para esta evolução, o relatório adianta que as mulheres empregadas cresceram em 16 800, enquanto foi verificada uma diminuição em 3900 do número de homens com trabalho.

O INE sublinha que o número de trabalhadores a tempo parcial aumentou em 53 400 no trimestre em análise, ao mesmo tempo que há menos 40 400 empregados a tempo inteiro.

Desemprego

Quanto ao número total de desempregados, que é estimado em 444 400 pessoas durante o período compreendido entre Abril e Junho, este aumentou em 6,5% (mais 27 000 indivíduos) em termos homólogos, ou mais 0,9% face ao segundo trimestre.

Para a variação homóloga da população desempregada, o INE destaca o aumento no número de mulheres desempregadas em 14 500, enquanto o número de homens sem trabalho cresceu em 12 500. Em adição, foi também verificado um aumento do desemprego de indivíduos com 25 e mais anos, mas sobretudo daqueles com idade igual ou superior a 45 anos (17 700indivíduos). Por seu turno, o desemprego de jovens entre os 15 e 24 anos diminuiu em 8200 indivíduos.

Em termos de educação, o INE nota o aumento do desemprego de indivíduos com um nível de escolaridade completo correspondente ao ensino básico e ao ensino superior (abrangendo 19 900 e 10 700 pessoas, respectivamente, ao passo que o número de desempregados com um nível de escolaridade completo correspondente ao ensino secundário e pós-secundário, por seu turno, diminuiu em 3500 indivíduos.

Quanto aos desempregados à procura de novo emprego, cujo número aumentou em 31 100, é notado que a maior quantidade de despedimentos ocorreu no sector dos serviços (28 000 trabalhavam nesta área).

"O número de desempregados à procura de primeiro emprego, pelo contrário, diminuiu em 4100", sublinha o INE.

Os Desempregados à procura de emprego há menos de um ano cresceram em 13 000, ao passo que o desemprego de duração igual ou superior a um ano aumentaram em 11 900.

A taxa de desemprego, que se situou no terceiro trimestre em 7,9%, ascendeu a 6,6% entre o sexo masculino e em 9,3% no feminino.

A manutenção trimestral da taxa de desemprego resultou da variação trimestral da população desempregada (de 0,9%, abrangendo 3900 indivíduos) ter sido igual à da população empregada (de 0,9%, abrangendo 45 700 indivíduos), nota o INE.

Desemprego regional

O INE acrescenta que, entre Julho e Setembro, as taxas de desemprego mais elevadas foram registadas nas regiões Norte (9,5%) e Lisboa (9,2%), enquanto os valores mais baixos foram observados na Região Autónoma da Açores (3,9%) e no Centro (5,1%).

"Face ao trimestre homólogo, e à semelhança do sucedido globalmente para Portugal, assistiu-se a um acréscimo na taxa de desemprego em todas as regiões, com excepção do Centro e do Alentejo, onde a taxa diminuiu 0,4 e 1,4 pontos percentuais, respectivamente. Os maiores acréscimos ocorreram no Norte (1,0 pontos pecentuais), em Lisboa (0,8 pontos percentuais) e no Algarve (0,8 percentuais)", diz o INE.

Face ao trimestre anterior, a taxa de desemprego aumentou em todas as regiões, com excepção do Alentejo, onde diminuiu 1,5 pontos percentuais, do Algarve, onde recuou em um ponto percentual e da Região Autónoma dos Açores, onde se manteve estável. Já o maior acréscimo ocorreu na Região Autónoma da Madeira, onde o desemprego cresceu em 0,5 pontos percentuais.


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