Collapse
Comunidade
A Autoridade da Concorrência (AdC) elaborou um conjunto de recomendações que enviou para o Governo para melhorar a concorrência do notariado, propondo um calendário faseado de seis anos para a adopção de medidas concretas.
Em comunicado citado pela Lusa, a instituição presidida por Abel Mateus diz que estas recomendações foram feitas depois de um estudo realizado pela entidade reguladora em 2005 e depois do projecto de recomendações ter estado em consulta pública no ano passado.As alterações legislativas dos últimos anos nesta área, o processo de privatização dos notários e os desenvolvimentos associados ao Simplex (programa de simplificação administrativa de legislativa da administração pública) foram tidos em conta nas recomendações feitas ao Executivo, garante a AdC.
Numa primeira fase, e durante quatro anos, o Governo deveria procurar eliminar a delimitação territorial da competência do notário (segundo a lei em vigor os notários não podem praticar actos fora do município onde está instalado o cartório), argumenta a Concorrência.
Além disso, o Governo devia acabar com a proibição de publicidade por parte dos notários, generalizar o regime de preços livres (não limitando os preços sempre que haja concorrência de outros profissionais e fixando preços máximos nos actos que são da exclusiva responsabilidade dos notários).
A AdC aconselha ainda o Executivo a acabar com a proibição de associações entre notários e com a regra que impede que cada notário não pode ter mais do que um cartório.
Nessa primeira fase de alterações, é ainda desejável que seja criada uma comissão de acompanhamento que controle a transição entre as regras actuais e as novas leis do modelo "mais liberalizado".
No quinto ano e já na segunda fase das medidas para melhorar a concorrência, o Governo devia pôr termo às limitações quantitativas na entrada da novos profissionais na profissão e acabar com a obrigatoriedade de licenciamento da instalação do cartório.
Posteriormente, e já na última fase do calendário, a entidade presidida por Abel Mateus defende que o Governo deve terminar com a tabela de honorários, com os encargos notariais e com o Fundo de Compensação (sistema que prevê uma "prestação de reequilíbrio" a ser paga aos cartórios deficitários).
Este fundo constitui "um elemento de distorção da concorrência" entre os prestadores de serviços notariais, refere a AdC no comunicado, lembrando que o notário deve assumir o risco económico da sua actividade empresarial.
Comentários
Ainda não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!
Publicidade
Collapse
Última Hora
- 20:25
PS afasta ataques a Sócrates após arquivamento das escutas - 19:25
Ministério investiga caso dos documentos judiciais deixados no lixo - 18:55
Explosão em mina na China faz 92 mortos - 18:31
Banderas quer dedicar-se ao turismo - 18:18
Morreu o primeiro cosmonauta civil soviético - 17:15
Reforma da saúde passa o primeiro teste no Senado - 16:41
Dalai Lama nega que Obama seja "brando" com a China
Collapse







